Avantys + Mesh · Estruturação societária · confidencial

Crescer junto com a Mesh sem perder a Avantys.

Você não precisa misturar tudo num contrato social novo de cara. Existe um caminho mais esperto, reversível, que protege seu framework e deixa o César entrar limpo como investidor: a SPE. Aqui está o que é, por que serve pra você e como montar.

O que é uma SPE, em português

SPE = Sociedade de Propósito Específico. É uma empresa nova, criada para fazer uma coisa só. Em vez de juntar a Avantys com a Mesh num casamento definitivo, vocês criam uma terceira empresa, com um objetivo único: rodar a operação low ticket. Ela tem CNPJ próprio, sócios próprios e conta própria.

Na prática, para o seu caso, a forma legal provavelmente vai ser uma Ltda comum (o contador confirma). O importante não é a sigla, é a ideia: uma empresa separada, com cerca em volta, só para esse negócio. É isso que te dá segurança para testar sem arriscar o que você já construiu.

O contrário disso seria já mexer no contrato social das empresas atuais e fundir tudo. Aí, se a sociedade não der certo, desfazer é caro e doloroso. A SPE evita isso: é um quarto novo na casa, não a reforma da casa inteira.

Três motivos pra começar por SPE

1

Protege o seu framework

A Avantys fica de fora da fusão, dona do Avantys OS. A SPE não compra a sua máquina, ela aluga o resultado. Se a sociedade acabar amanhã, o OS continua 100% seu. Você nunca entrega a joia.

2

Deixa o César entrar limpo

Como investidor, o César precisa de uma cap table clara: quanto ele pôs, quanto tem, qual o retorno. Numa SPE isso é nítido desde o dia 1, sem embolar com a contabilidade das empresas que já existem.

3

É reversível e barato de testar

Os 2 meses de teste que você já queria fazer cabem perfeitamente numa SPE. Deu certo, vocês formalizam e crescem. Não deu, vocês fecham a SPE e cada um segue com a sua empresa intacta.

Como as peças se encaixam

Três entidades, cada uma no seu lugar. A Avantys em cima (sua, dona do OS). A SPE no meio (a operação, com os sócios). Os clientes embaixo. E o dinheiro circulando entre elas.

Fica de fora · 100% sua (você + César)

AVANTYS — dona do Avantys OS

  • Mantém o método A.V.A.N.T.Y.S. e o OS como propriedade dela
  • Mantém a carteira atual (Concetto, Bombadur, Brasul, Scheid)
  • Licencia o OS para a SPE e recebe um fee por isso
Avantys licencia o OS  ↓    SPE paga fee de licença  ↑
A operação · a fusão de verdade vive aqui

SPE — operação low ticket

  • Sócios: Edu (comercial), Cris e Charlaine (operação), César (investidor)
  • Fatura os clientes, paga pró-labores, custos e o fee do OS
  • O lucro que sobra é distribuído conforme a participação de cada um
SPE entrega (via OS)  ↓    clientes pagam R$ 2.500/mês  ↑
A base

Clientes low ticket

  • 8 criativos + tráfego (Meta e Google) + LP de conversão
  • Entram pelo diagnóstico e sobem de plano no upsell
  • Pagam a mídia à parte, direto na conta deles

O detalhe que muda tudo: o fee de licença do OS é uma despesa da SPE, mas é receita da sua Avantys. Ou seja, mesmo que sua fatia na SPE seja menor, você ganha pelos dois lados: como sócia da operação e como dona da tecnologia que faz a operação existir.

As 4 decisões que são de vocês (não minhas)

Eu monto a lógica. Esses 4 pontos são negociação entre sócios. Levo opções pra vocês não chegarem na mesa no escuro.

Divisão da sociedade (equity)

Quanto cada um tem da SPE. Não se divide "igual" por educação: divide-se pelo que cada um traz.

Pesos a considerar: quem traz a tecnologia (você, via OS, é o ativo de maior valor), quem traz a operação que já roda (Cris/Edu), quem traz o capital (César) e quem traz a venda (Edu). Recomendo: seu peso ser alto, e parte dele já está protegida por fora via licença do OS. Defina por contribuição, não por gentileza.

Como o César entra

Investidor pode entrar de dois jeitos, e a diferença é grande.

Equity: ele põe capital e vira sócio com X% (divide lucro pra sempre). Mútuo conversível: ele empresta, e esse empréstimo vira participação só se a operação vingar. Para teste de 2 meses, o mútuo conversível costuma ser mais seguro pra todos. Quem desenha isso é o advogado.

O fee de licença do OS

Quanto a SPE paga pra Avantys pelo uso do OS. É o que protege e remunera você por fora.

Dois modelos: fixo mensal (ex: um valor por mês, previsível) ou % da receita da SPE (ex: 8 a 12%, escala junto). Sugiro um misto: um fixo pequeno que cobre custo + um % que cresce com a operação. Tem que ser a valor de mercado pra não dar problema fiscal entre empresas ligadas.

Pró-labore na largada

Edu e Cris tiram R$ 12k hoje. Você ainda não tira o equivalente.

Na Fase 1 (2 meses), cada um segue puxando o pró-labore da empresa atual e a SPE não paga pró-labore (ganha fôlego de caixa). Na Fase 2, a SPE assume os três. Decisão sua: entrar em paridade (R$ 12k) ou começar menor e subir conforme a SPE engorda.

Do teste à formalização, em 3 fases

Fase 1 · mês 0–2

Acordo + teste

Acordo de sócios simples (memorando) define regras, divisão e o fee do OS. Cada um mantém sua empresa e pró-labore. Você entra prospectando e provando a captação. Sem CNPJ novo ainda, ou SPE enxuta.

Fase 2 · mês 2–6

SPE formalizada

Deu sinal verde no teste: abre a SPE (Ltda) com contrato social, cap table e o contrato de licença Avantys → SPE assinados. A SPE passa a faturar, pagar pró-labores e distribuir.

Fase 3 · mês 6+

Escala ou ajuste

Com número real na mão, vocês decidem: acelerar a captação, contratar operação, ou rever a sociedade. A Avantys segue intacta e sua, ganhando pela licença, independente do rumo.

O que levar pro contador e pro advogado

Checklist da reunião de formalização

  • Forma legal da SPE (Ltda de propósito específico) e regime tributário ideal (Simples vs Presumido) para o volume projetado
  • Contrato social da SPE: objeto, sócios, percentuais, administração
  • Contrato de licença do Avantys OS: Avantys licencia, SPE paga fee, a valor de mercado
  • Instrumento de entrada do César (equity ou mútuo conversível)
  • Acordo de sócios: regras de saída, distribuição de lucro, o que acontece se alguém quiser sair
  • Definição de pró-labores e da Fase 1 sem pró-labore na SPE
  • Como a carteira atual de cada empresa fica (dentro ou fora da SPE)
Importante: este documento é a lógica de negócio da estruturação, preparado pela Avantys. Não é parecer jurídico nem contábil. A forma legal, a tributação e os contratos devem ser validados e assinados por advogado e pela contabilidade antes de qualquer movimento.